sábado, 17 de agosto de 2013

Gosto

O nome do mês é agosto. Eu ficava ouvindo as diversas crendices sobre o mês e não ligava; a piadinha do "a gosto de deus" era (e ainda é!) uma chatice quando eu ouvia (e ouço!); que era um mês frio, cinza; que sempre morre um monte de gente; que dá azar. Nunca acreditei, nunca liguei. Agosto sempre foi o mês mais festejado na minha casa. Mês do Sebastião, meu amado pai. Tinha que ter almoço do dia dos pais, no dia dos pais e tinha que ter bolo no aniversário; tinha que ter velinha pra assoprar, telefonemas, abraços e (sim!) presentes embrulhados nas duas datas!
Escrever sobre ele (ainda) é uma confusão na minha cabeça. Podia ficar horas falando das tardes, dos sonhos, do sorrisão no gol do Botafogo; dos boleros divididos; do prazer em se alimentar, andar, dormir; da gratidão falada com olhos e voz por estar vivo. Podia ficar dias escrevendo sobre ele. Mas os dedos travam e só sai voz. E é assim que eu fico aqui, com nossos boleros, doçuras e confidências... 

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