domingo, 9 de dezembro de 2012

Uma carta, um bilhete, um aceno e já teríamos vivido outra época.
As canções, os filmes, as tintas e teríamos o folhetim. 
E essa poesia que me cobra letras e me esgota. Esnoba. 
As cores que trago são as que deixou na vitrola. As marcas que cubro desenham o pássaro tatuado. 
Eu reviro as cartas, codifico o silêncio e deixo-me levar, entrego-me. Como vencer teus acordes?
E lá vem os sobreviventes me entregarem boias e coletes. 
O manual dura dias, semanas, eternidades. Eles sobreviveram.
A canção é a mesma.