quinta-feira, 12 de abril de 2012

um daqueles sem

Memórias me vestem, aquecem, afastam...
Eu digo sim e degusto, avalio, rompo, quebro, costuro.
Assim vou e volto, devolvo, encaixo, transbordo.
Por hoje me manterei no eu. Sem segundas ou novas primeiras, apenas o eu.
Codifico-me em busca da minha ausência de explicação.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Como se diz fim?

Vai, diz pra mim... Do outro lado da margem existe o nó? Você consegue caminhar e sentir algum vento? Por aí é possível ver pessoas em detalhes, cores, olhos, sorrisos, qualidades? E me fala uma coisa, existe som? Vozes, timbres, gírias, hein, existe? Você consegue ligar, curtir, cansar, desligar, sair? Consegue digitar, acessar, compartilhar, comentar, enviar? Por aí você escolhe entre o branco e o xadrez? Entra na fila enquanto lembra de uma música? Ouve música enquanto se lembra que precisa comprar um tênis novo? Conta, vai... Aí você consegue sentir-se vivo?
Preciso desconstruir-te. A necessidade deveria ser por si o romper, a libertação. Mas, ela vem impondo o contrário do que subentende. Ela sinaliza algo e reforça o inverso.
Por aqui existe nós, gritado, sangrado, indesatado. Por aqui é silêncio e barulho, barulho e silêncio. Não há meio, só extremos. Pessoas passam, entram, saem, devem ouvir e dizer e o percurso é simplesmente feito e refeito, sem destino. Não faço escolhas, nem desconverso nada; não tenho nexo. Aqui só o grito, o fio, a claridade do luto.