terça-feira, 4 de novembro de 2008


Coloquei coisas de alguns ontens... Agora eis o presente ausente que me corrói madrugada a dentro. Eu que tanto fui (e ainda sou) avessa às resoluções matemáticas e todas as suas primas, logo eu, queria hoje algo que fizesse um sentido matemático na minha cabeça.

Queria olhar a situação e dizer "ah, claro, é assim porque somando essa frase com aquele dia chegamos a essas lágrimas". Simples. Justo. Mas, nenhuma lógica me alcança agora.

Ouvi uma voz doce há pouco que me falava sobre o que acontece de fato quando nos separamos. Dizia que na verdade sentimos falta do que foi planejado em conjunto. Dos sonhos. Uma dor por não concretizar o que se imaginou. Segundo ela, Drummond. Sim, sinto falta do que não chegou a tempo. Do que existiu de fato.
(...)


Aqueça-se!

Eu gosto do frio. Gosto da ponta do nariz gelado, a boca rosada, as mãos procurando bolsos, ou se tiverem mais sorte, outras mãos. Gosto das árvores úmidas, dos cachecóis, meias e botas. A cama lhe impondo que fique mais um pouco e o silêncio que o frio traz.Gosto de abrir a janela e ver apenas o cinza de uma feliz manhã de inverno.Chá. Vinho. Chocolate.

Código de Barras

A gente tem número. Falamos em sonhos, amores. Queremos o beijo, o corpo; ouvimos as músicas, relemos os livros. E, no fim das contas, a gente tem número. Dia desses eu esbarrei em um. Foi um esbarrão, coisa rápida, do tipo que mal dá tempo de pedir desculpas. Veio, fui, nos esbarramos. Coisa assim de segundos. Poucos números de segundos. E lá estava eu marcada por mais um.Na agitação dos dias, a gente pouco se dá conta da correria deles. Do quanto eles se atropelam em busca do. Nossa vida-relógio vai girando no mover dos ponteiros e vez ou outra nos lembramos de olhar "que horas são". Voltar não dá. Seguir é a regra. Seguimos e torcemos para que a música não pare de tocar de repente, pegando a gente sem saber onde sentar. E não é como naquele tempo de infância. Infâncias e tantas outras aquarelas... Todas com números. Todas devidamente protocoladas: idade, peso, altura, daqui a quanto, distância, conta, compra, série, tempo, cep, ligue, exatas... Todos humanos.

Re:


Embora por aqui esteja eu só. Minha mania em ter a ilusão de que me organizo, me faz explicar que há alguns dias esse blog sofreu um assalto. Agora estou devolvendo as coisinhas que tirei daqui.


Vai ficar tudo mesmo fora da ordem cronológica. Apesar da minha fama (entre mim e eu) de que lembro de tudo.


Então é isso caros olhares-pessoas-do-outro-lado, cá estou eu.